15 de Março de 2012

PRESIDENTE DA LIGA MENTE

O Presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, em entrevista na noite de quarta-feira à SIC Notícias, disse o seguinte:

"Devia ser proibido que o detentor dos direitos televisivos tenha percentagens em clubes de futebol, como acontece com o FC Porto e com a SAD, e depois nomeie membros para o Conselho de Administração. Pode haver a ideia, que eu penso na realidade que pode estar a acontecer, desses clubes serem beneficiados quando se trata da divisão desse bolo".

1. O presidente da Liga mentiu quando disse que o detentor dos direitos de transmissão televisiva nomeava administradores do FC Porto. É mentira, seja directa, seja indirectamente, que algum administrador na história do FC Porto e do Grupo FC Porto tenha sido nomeado por qualquer empresa ligada, directa ou indirectamente, a este sector de actividade.

2. O presidente da Liga sabe-o bem, como sabe que os direitos televisivos são negociados individualmente, o que torna especialmente grave mais este conjunto de mentiras, culminadas com a insinuação de que o FC Porto possa beneficiar depois da falsidade que inventou.

3. O presidente da Liga tem a obrigação de defender os clubes, todos os clubes, sem distinção. Pessoalmente, depois, pode ter as simpatias e os humores que muito bem lhe aprouverem. O que não pode é insultar e denegrir o bom nome do FC Porto. Exige-se a quem ocupa a presidência da Liga uma atitude institucional respeitadora de todos os sócios, o que manifestamente não é o caso com o actual presidente. 

fonte: fcporto.pt

14 de Março de 2012

"VAMOS TER DE ESTAR NO NOSSO MELHOR"

Na luta pelo título, o FC Porto tem pela frente um obstáculo duro de roer. A Choupana, terreno do Nacional, oferece dificuldades a qualquer equipa, pelo que, na sexta-feira (19h00), os Dragões vão ter de estar num nível alto para vencer. Em conferência de imprensa, Vítor Pereira garantiu que os portistas não vão repetir os erros cometidos na recepção à Académica.

Como perspectiva a partida frente ao Nacional?
É um jogo fundamental, em que queremos os três pontos. Sabemos que a Choupana não é um terreno fácil para qualquer equipa. Vamos ter de estar no nosso melhor para vencer.

Como é que a equipa trabalhou durante a semana?
Trabalhou bem. Reflectimos sobre o jogo com a Académica, tirámos ilações e vamos tentar rectificar o que não fizemos bem.

Sente que a equipa está comprometida com a luta pelo título?
Quem defende estas cores tem de estar comprometido em cada jogo, treino e momento de vivência do clube.

Como reagiu a equipa ao facto de ter dito que ela se “pôs a jeito” para perder pontos?
Podia ter ido pelo caminho mais curto, que é o da arbitragem. Vamos jogar com o Nacional sem o Hulk, de uma forma injusta. Não optei por esse caminho, mas sim por olhar para dento e para o que não fizemos tão bem. Já vimos e revimos o jogo e percebemos até onde foi o nosso demérito e o mérito do adversário. As ilações estão tiradas e fizemos o nosso trabalho semanal para rectificar os erros. Vamos fazer um jogo diferente na Choupana, de certeza.

A margem reduzida de um ponto de vantagem condicionou o trabalho? Sentiu os jogadores abalados?
Não. Este ponto de diferença reflecte a competitividade do campeonato. É uma distância curta, que impõe que estejamos atentos, concentrados e focados no jogo seguinte. Se estivéssemos a cinco pontos do primeiro lugar estaríamos na mesma focados no Nacional, assim como não demos nada por garantido quando tínhamos três pontos de vantagem. Temos de jogar sempre com o sentido na vitória, essa é a nossa obrigação.

Qual a razão desta inconstância de resultados, que resultou num empate em casa depois da vitória na Luz?
As outras equipas também vão falhar. O FC Porto jogou com o Benfica e depois com a Académica, não são jogos comparáveis em termos de dinâmica e da forma como as equipas se posicionam. Sabemos que não estivemos ao melhor nível frente à Académica, nomeadamente na primeira parte. Temos de fazer um jogo completo de qualidade e é natural que quando isso não acontece se percam pontos. Mas eu não quis dizer que os jogadores não quiseram, apenas que não conseguiram. A Académica é passado e o que nos interessa é o próximo jogo. Não éramos campeões com três pontos de vantagem e o campeonato também não estava perdido há três ou quatro jornadas atrás.

De que forma olham para as últimas oito jornadas, face à hipótese de não existirem descidas de divisão?
É de uma enorme irresponsabilidade querer argumentar de alguma forma a favor da justiça de uma decisão dessas. Só se se quiser um campeonato da mentira. Nem me passa pela cabeça essa possibilidade.

Dadas as ausências de Hulk e Fernando, como vai preparar a equipa?
Lamentamos essas baixas, mas quem entrar em campo vai fazer um bom jogo e dar a resposta que esperamos.

Como viu reacção do Rolando quando ele foi substituído, frente à Académica?
O que está na essência dessa atitude tem a ver com a vontade do Rolando querer ajudar a equipa e ter sido retirado numa altura daquelas. Em relação à forma como se reage, estou aqui para frontalmente falar com o jogador e equipa. A situação está ultrapassada. Quem anda no futebol sabe que a reacção do momento, muitas das vezes, nem sequer transparece o que sentimos por dentro. 

O FC Porto tem vantagem em, pela segunda semana consecutiva, jogar antes do Benfica?
Sinceramente, penso que não.

fonte: fcporto.pt

11 de Março de 2012

FC PORTO 1-1 ACADÉMICA; FC PORTO VOLTA A DERRAPAR

FC Porto-Académica, 1-1
Liga portuguesa 2011/12, 22.ª jornada
10 de Março de 2012
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência: 36.019 espectadores

Árbitro: Marco Ferreira (Madeira)
Assistentes: Sérgio Serrão e Nelson Moniz
Quarto árbitro: Luís Ferreira

FC PORTO: Helton; Sapunaru, Rolando, Maicon e Alvaro; Fernando, João Moutinho e Lucho; Hulk (cap.), Janko e James
Substituições: Fernando por Defour (37m), Sapunaru por Djalma (53m) e Rolando por Kléber (61m)
Não utilizados: Bracali, Cristian Rodíguez, Alex Sandro e Otamendi
Treinador: Vítor Pereira

ACADÉMICA: Peiser; Cédric, Pape Sow, Reiner e Nivaldo; Diogo Melo, Adrien e David Simão; Saulo, Edinho e Diogo Valente
Substituições: David Simão por Danilo (65m), Diogo Valente por Magique (76m) e Saulo por João Dias (94m)
Não utilizados: Ricardo, Hugo Morais, Rui Miguel e Marinho
Treinador: Pedro Emanuel

Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Edinho (39m) e Hulk (90m+2, pen.)
Cartões amarelos: Rolando (20m), Saulo (28m), Fernando (28m), Diogo Melo (51m), Hulk (56m), Pape Sow (60m e 90m), James (64m), Nivaldo (73m) e Alvaro (90m+7)
Cartões vermelhos: Pape Sow (90m)

O FC Porto voltou a derrapar no objectivo da liderança depois de ter ganho na Luz.
A primeira parte do FC Porto foi pautada pela desconcentração, originando inúmeras perdas de bola, principalmente no meio-campo. Esta falta de atenção obrigou Vítor Pereira a mudar na equipa logo aos 37 minutos, tirando do campo Fernando e colocando o belga Defour.
A Académica de Coimbra, que se tem mostrado muito irregular esta temporada, mostrou que quando quer é capaz de destabilizar qualquer equipa, nomeadamente os grandes, depois de ter provocado a eliminação deste mesmo FC Porto da Taça de Portugal e ter empatado recentemente com o benfica em Coimbra no campeonato.
Os Estudantes, orientados por Pedro Emanuel, chegaram aos golo aos 39 minutos, num cruzamento de Saulo e Edinho a aparecer e cabecear para o fundo das redes. A defesa portista limitou-se a ver os jogadores da Coimbra a marcar no Estádio do Dragão. A Académica foi para o intervalo a vencer por 0-1.
Os Dragões entraram mais agressivos na segunda parte, tentado reverter o resultado negativo em casa.
A etapa complementar ficou ainda marcada por dois cartões amarelos mostrados a Hulk (56') e James (64') por alegadas simulações de grande penalidade. As decisões do árbitro Marco Ferreira foram recebidas com uma “chuva” de assobios dos 36 mil adeptos no Estádio do Dragão.
Até ao final do encontro, o FC Porto não se rendeu e só a grande penalidade assinalada por Marco Ferreira salvou o FC Porto de sair do Estádio do Dragão com um desaire maior. Pape Sow colocou a mão na bola dentro da grande área e foi expulso. Na conversão, Hulk não falhou e empatou a partida no tempo extra.

8 de Março de 2012

"ESTAMOS FOCADOS EM VENCER A ACADÉMICA"

Vítor Pereira quer bater a Académica para manter o FC Porto rumo ao "objectivo fundamental da época, que é vencer o campeonato". Alheio a polémicas, o treinador do FC Porto diz que não interessa dizer quem é o melhor, mas "sê-lo de facto".

Que lhe parece a polémica sobre o clássico da última jornada?
Quem ganhou o último jogo foram os jogadores e ponto final.

Como encara a recepção à Académica, que eliminou o FC Porto da Taça de Portugal?
Este jogo por todos os motivos deve-nos lembrar o jogo da Taça de Portugal. Uma Académica bem organizada, com bons jogadores. Uma Académica que vem para fazer o seu jogo, para dificultar a nossa tarefa ao máximo, mas temos um FC Porto que está determinado, concentradíssimo no objectivo fundamental da época, que é vencer o campeonato. Será fundamental entrarmos fortes e mantermo-nos fortes e bem focados, em estado de alerta, com muita confiança e com a confiança dos nossos adeptos, vencer e somar os três pontos.

Sentiu a equipa mais tranquila esta semana, após recuperar o primeiro lugar?
A equipa trabalhou esta semana exactamente da mesma forma, acreditando no título, como acreditávamos antes. Conscientes das dificuldades, mas muito confiantes, sabendo que o jogo se prepara durante a semana, com um ritmo forte de treino.

Qual é a equipa que joga melhor futebol em Portugal?
Em minha opinião a equipa mais forte será aquela que no final ganhar o campeonato. Os campeonatos não se ganham nem no início, nem no meio. Conscientes de um campeonato muito competitivo, o que nós queremos não é dizer às pessoas que somos os melhores, mas sê-lo de facto, no fim, vencendo o campeonato. É esse o nosso objectivo. Essa questão para mim é para embalar. Não queremos ser embalados.

Maicon foi muito criticado e você também, afinal onde ele rende mais, a lateral ou a central?
O Maicon nunca foi tão falado. Continuo a responder da mesma forma, acredito no colectivo e acredito no talento individual e acredito em decisões tomadas em consciência, sempre para o melhor da equipa.

Não acha grave um treinador dizer que um árbitro assistente não assinalou porque não quis?
Não vou comentar. Excelente jogo, resolvido pelo talento dos jogadores, só isso. Não sou eu que tenho de avaliar a gravidade.

Desde Janeiro houve várias mudanças, chegaram Lucho e Janko, pôs um adjunto na bancada, Paulinho Santos integrou a equipa técnica, o FC Porto recuperou a liderança. Em dois meses mudou muita coisa...
As reestruturações que fizemos foram no sentido de nos tornarem mais fortes e julgo que foi isso que aconteceu. O Janko veio trazer, a par do Kléber, uma presença forte nas zonas de definição. O Lucho veio trazer liderança, tem qualidades intrínsecas de liderança. O Paulinho porque achamos que precisávamos de uma pessoa com o perfil e a personalidade do Paulinho no seio do grupo. O professor Quinta porque achámos que era importante ter uma visão num plano diferente. Achamos que funcionaria melhor se tivéssemos alguém num plano superior. Foram reestruturações no sentido de nos fortalecer.

Como é que viu afastamento de Villas-Boas?
O afastamento do André é o afastamento de um amigo, que me entristece, depois de uma pessoa muito competente. Já conversámos, mas nesta altura julgo que o André quer estar resguardado, tranquilo, para rapidamente voltar ao activo.
fonte: fcporto.pt

27 de Fevereiro de 2012

FC PORTO 2-0 FEIRENSE

FC Porto-Feirense, 2-0Liga, 20.ª jornada
26 de Fevereiro de 2012
Estádio do Dragão, no Porto
Assistência:
 34.229 espectadores

Árbitro:
 João Ferreira (Setúbal)
Árbitros assistentes:
 Luís Ramos e Pais António
Quarto árbitro:
 André Gralha

FC PORTO:
 Helton; Sapunaru, Rolando, Maicon e Alvaro; Fernando, Lucho e João Moutinho; Hulk (cap.), Janko e Varela
Substituições:
 Varela por James (29m), Sapunaru por Djalma (66m) e João Moutinho por Defour (77m)
Não utilizados:
 Bracali, Rodríguez, Alex Sandro e Otamendi
Treinador:
 Vítor Pereira

FEIRENSE:
 Paulo Lopes; Pedro Queirós, Varela, Luciano (cap.) e Serginho; Sténio e Cris; Miguel Pedro, Hélder Castro e Diogo Cunha; Buval
Substituições:
 Miguel Pedro por Bamba (71m), Diogo Cunha por Fonseca (77m) e Cris por Thiago Freitas (85m)
Não utilizados:
 Douglas, Anderson, Stopira e André Fontes
Treinador:
 Quim Machado

Ao intervalo:
 0-0
Golos:
 Maicon (67m) e James (72m)
Cartão amarelo:
 Miguel Pedro (42m), Hélder Castro (44m), Fonseca (78m)
Cartão vermelho:
 Luciano (57m)

Com o empate dos vermelhos, o Porto tinha de ganhar para regressar ao primeiro lugar. Vítor Pereira deixou James no banco e colocou o Varela de inicio, talvez a preparar o jogo da luz. Maicon em excelente forma jogou no seu lugar e jogamos com um lateral direito Sapunaru nessa posição. 
A primeira parte é mais do mesmo está época. Uma equipa demasiada lenta, e sem dinâmica.
Nas poucas oportunidades do Porto o GR do Feirense Paulo Jorge resolvia. Varela lesionou-se e deu lugar ao James. Nota-se que a equipa estava cansada depois do jogo de quarta feira.
Aos 58min, momento do jogo. Boa desmarcação de Janko após mais um passe de James e no momento de recepção da bola a ser puxado pelo braço por Luciano. Grande penalidade, expulsão e oportunidade de ouro para Hulk. O brasileiro partiu para a bola e rematou sem convicção, fraco e rasteiro e Paulo Lopes defendeu fácil.
Aos 65min e com mais um elemento em campo, Vítor Pereira arriscou, tirou Sapunaru e colocou Djalma para fazer todo o corredor direito, sempre com mais preocupações ofensivas. Não deu para ver o que poderia trazer ao jogo esta alteração, pois 3 minutos depois, num livre lateral, James coloca a bola direitinha na cabeça de Maicon para inaugurar o marcador.
Até ao 2-0 foi um saltinho. Ataque do feirense, recuperação do porto e uma forte transição ofensiva envolvendo James, Moutinho e Lucho que dentro da área coloca atrasado no colombiano para remate fraco, beneficiando de um desvio adversário e bola no fundo da baliza. O vencedor estava encontrado, pois o feirense, se na 1ª metade e até à expulsão ia incomodando, depois disso foi uma nulidade em termos ofensivos.
Faltavam 20min, e com a carga de jogos que têm existido e com semana de selecções, viagens e jogos, foi natural ver uma gestão da partida, só a espaços mudando a velocidade e sempre por James.
Somos líderes e o que ficará deste campeonato serão os números finais e a classificação. Gostem ou não, deixamos esta jornada em 1º, melhor ataque, melhor defesa, maior diferença de golos. E num campeonato no qual defrontamos uma super-equipa que é “mágica” e deixa de rastos todos os adversários, não é para todos… 
SOMOS PORTO!